Faz exatamente 1 ano que aboli completamente o M$ windows da minha vida, ou melhor do meu computador. Sempre usei o esquema dual boot: Slack e Win XP em desktop doméstico e no trabalho. Depois de um certo tempo comecei a verificar que sempre usei mais o linux do que que windows, então decidi migrar por definitivo. Analisei a questão e constatei que eu só dependia de um único software proprietário, o fireworks, para criação de layouts de sites, que particularmente acho a melhor ferramenta para este propósito e no mundo open source não conheço algo similar. Então neste caso eu poderia emular via wine e assim estaria livre do S.O da micro$oft. O meu primeiro notebook eu usava windows e depois cheguei a usar dual boot, depois de adquirir outro note, usei durante umas duas semanas o Win XP, a máquina veio com um péssimo linux e então resolvi formatar e colocar o Win XP, logo que instalei, tive que configurar o video, o modem wi-fi e o áudio, um saco! Depois resolvi colocar o Ubuntu 7.04, e após a instalação tive apenas que configurar o vídeo, wi-fi e áudio foram reconhecidos… e depois ainda dizem que o windows é mais fácil de usar
e a nova versão do Ubuntu 8.04, já reconhece até a resolução wide do vídeo, ou seja, não é necessário configurar nenhum drive, fabuloso! Como eu tinha pouco espaço em disco, cheguei a conclusão que não valia a pena usar o XP, então mandei o S.O de Gates pro espaço e aqui estou feliz da vida sem vírus, sem piratear, sem spyware, sem internet explorer, sem travações, sem ter que crackear algo e com liberdade, autonomia, robustez e muito desempenho e segurança. O único problema que existia a pouco tempo era assistir vídeos no formato rmvb, que logo logo foi resolvido e pasmem, o linux tem mais suporte a formatos de vídeo e áudio que o windows, inclusive essa parte de multimídia tem sido muito desmistificada, a minha mais nova diversão é brincar com hydrogen e outras ferramentas para edição multimídia. Recentemente instalei o Ubuntu Studio 8.04 no meu Desktop, no intuito de deixar meu note pra trabalhar e o desktop como lazer, uma espécie de servidor multimída, inclusive estou montando um home theater com ele e em breve estarei divulgando aqui tais experiências.
Creio que na atualidade, o pingüim já está com status de S.O para ser usado por não-geeks no uso doméstico, distribuições com Ubuntu, Suse e Fedora, já fornecem inúmeras facilidades para que usuários comuns possam utilizar linux sem grandes complicações no que diz respeito a edição de texto, navegação, escutar músicas, ver vídeos e montar dispositivos portáteis, por exemplo, todavia muita coisa ainda precisa melhorar, como suporte a mais dispositivos de hardware, criação de ferramentas para gráficos mais completa e outras soluções existentes no mundo proprietário que facilitam a vida do usuário comum. No contexto corporativo, a organizações estão mais atentas para produtos open source, já que necessitam de flexibilidade, economia, desempenho e customização e as tecnologias proprietárias vão de encontro a esses requisitos. Recentemente um estudo realizado pelo Gartner apontou para as novas tendências de TI do mercado e constatou que com o advento da virtualização (web-based) e o tempo para lançamento de novas versões estão deixando o Windows falido. Problemas de incompatibilidade também são apontados pelo estudo, e por incrível que pareç muitos produtos da M$ de versões diferentes são incompatíveis, como por exemplo o novo office 2007 que salva arquivos de texto em uma determinada extensão e usuários de office mais antigo não conseguem abrir, se a M$ usasse o formato padrão de texto (.odt) com certeza não teriam esse problema e podeia abrir ainda documentos criados por outros editores de texto. Um dos maiores problemas para o não-uso do linux é cultural. Os anos de monopólio fez com que informática fosse sinônimo de produtos da M$, basta verificar nos cursos de operador de micro que oferecem na verdade pacotes para operacionalização de produtos como Windows e suíte Office e não de editor de texto, planilha, etc., isto gera um verdadeiro condicionamento, o sujeito fica com uma capacidade reduzida a manusear determinada ferramenta e se esta mudar a interface, versão, por exemplo, este usário terá dificuldades e se mudar de ferramenta, ai o lance fica mais complicado. Comparo isso ao ensino de classificação: as pessoas não apreendem a classificar e sim a utilizar adestradamente CDD e CDU e apreendem ainda a classificar títulos e não documentos e quando se deparam com obras que possuem uma metáfora como título, ou um conteúdo distante da sua formação, apresentam dificuldades para classificar. Muitos afirmam também que as organizações não optam por aplicações que rodam em linux por falta de empresas que fornecem suporte especializado, preferem confiar em uma empresa a comunidade, e se esta empresa deixar de oferecer suporte àquele produto? ou se a empresa falir? Ou se mudarem os requisitos técnicos para atualização de uma nova versão da aplicação? Quem opta pela comunidade não corre esses riscos, mas quem confia em uma determinada empresa fica refém desta. Sou bastante otimista em relação ao uso do pingüim, creio que o crescimento acelerado está pondo em xeque o domínio do Windows no mercado doméstico e corporativo, daqui a alguns anos esse cenário irá ser revertido, afirmo isso por que o linux é um S.O recente, e a filosofia open source está sendo amplificada cada vez mais por iniciativas individuais, coletivas e empresariais. Sou um linux user adepto das facilidades, acho que quanto mais fácil de ser usado, mais será massificado, contrariamente a muitos geeks que militam que ubuntu é coisa de criança, por exemplo, que linux bom é o difícil de configurar, aquele que tudo tem que ser feito na “unha”, sinceramente, esse pensamento só serve para perpetuar o domínio do Windows e distanciar as ferramentas livres da sociedade, uma pessoa assim não pensa coletivamente, quebra com a filosofia do software livre e cria um elitismo medíocre que segrega os usuários comuns dos sistemas abertos, queria ver era esses geeks desenvolverem seu próprio linux.
Já que estamos falando de linux e este blog é sobre biblio e CI, gostaria de conhecer algum bibliotecário que use linux por default, tem alguém ai? Dual/Trial boot users não vale :D.
Escrevendo e escutando Asian Dub Foundation, em especial Fortress Europe.